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A maringaense Késia Carolina Braga foi visitar o Parque do Ingá e levou um susto. É que os lagos menores estavam secos. Ela enviou mensagem para a CBN relatando o abandono da reserva.

A verdade é que a redução do volume de água nos lagos do Parque do Ingá ocorre há anos, mas em períodos de estiagem, a situação ca mais evidente. O primeiro Plano de Manejo da reserva é de 1994, já o último, de 2009.

Desatualizado, em maio de 2018 a Secretaria de Meio Ambiente de Maringá (Sema) decidiu revisar o documento. A atualização está sendo feita por pesquisadores de três instituições de ensino superior: UEM, Unicesumar e Uningá.

Pelo Nupélia (Núcleo de Pesquisas em Lim nologia, Ictiologia e Aquicultura) da Universidade Estadual de Maringá, as pesquisas são feitas por dois grupos. A bióloga Susicley Jati, que integra a equipe que estuda o lago e vegetação, detectou dois problemas crônicos e avisou o Executivo. O primeiro é a falta de áreas permeáveis no entorno do Parque do Ingá.

Além da ausência de áreas permeáveis, um segundo problema que preocupa a bióloga é a retirada de água do subsolo por poços artesianos. É que são muitos prédios em volta da reserva.

Em relação aos estudos sobre a vegetação, o problema maior são as trepadeiras. "São espécies que não são nativas da região e se não forem manuseadas, elas podem matar as árvores. No plano de manejo está sendo feito um plano de trabalho de controle dessas trepadeiras", explica a bióloga.

Ao todo, o Plano de Manejo custará ao município o valor de R$ 182 mil. A entrega pelos pesquisadores ocorrerá em janeiro de 2020. O estudo definirá o uso da área e informará as condições do local. O Parque do Ingá foi inaugurado em 1971 e declarado como área de proteção permanente em 1991. São 474,3 mil m² de área remanescente da Mata Atlântica.

Foto: Ilustrativa/Arquivo/GMC Online
https://www.gmconline.com.br/noticias/cidade/lago-do-parque-do-inga-esta-secando-por-falta-de-areas-permeaveis