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Seg, Jun

O valor total bloqueado é de R$ 8,1 bilhões. A Universidade Estadual de Maringá (UEM) é a instituição de ensino com maior suspensão de recursos.

As pastas que tiveram maior volume de recursos retidos pelo decreto são Educação (R$ 1,6 bilhão), Saúde (R$ 1,1 bilhão) e Segurança Pública (R$ 825 milhões). (Foto: AEN)

O governador do Paraná bloqueou 20% do orçamento para este ano. O decreto, que prevê o contingenciamento dos recursos, foi assinado na segunda-feira (7), por Ratinho Júnior (PSD) e está publicado no Diário Oficial do Poder Executivo.

O decreto traz dois anexos com 132 páginas de ações de governo, previstas para este ano, que estão com recursos contingenciados. O valor total bloqueado é de R$ 8,1 bilhões.

Em nota, o governo estadual diz que a medida é uma "limitação de despesas com o intuito de garantir o equilíbrio fiscal do Paraná".

A lista do governo traz o contingenciamento de R$ 528 milhões para as universidades estaduais. A Universidade Estadual de Maringá (UEM) é a instituição com maior suspensão de recursos pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), foram R$ 129 milhões.

A Universidade Estadual de Londrina terá quase R$ 127,9 milhões bloqueados, o que inclui os setores de recursos humanos, pesquisa, extensão e o Hospital Universitário.

No caso dos hospitais universitários, a contenção é de R$ 157 milhões. A unidade com maior contingência é o Hospital Universitário de Londrina, R$ 69,1 milhões - R$ 13,5 milhões pela Seti e R$ 55,5 milhões pela Secretaria Estadual de Saúde.

Para o Hospital Universitário de Maringá (HUM), o bloqueio é de R$ 26 milhões.

A suspensão foi publicada 25 dias depois da instituição receber um indicativo de interdição ética pela falta de médicos pelo Conselho Regional de Medicina (CRM).

O Conselho deu prazo até março para o HUM contratar mais profissionais.

A Universidade Estadual do Norte do Paraná teve um bloqueio de quase R$ 18 milhões no orçamento.

No caso das rodovias, são 53 obras de construção ou recuperação com recursos suspensos, no valor total de R$ 136,8 milhões. Os maiores valores retidos são para a implantação da PR-364, entre Irati e São Mateus do Sul, na região sul do Paraná, no valor de R$ 16 milhões, e a implantação da PR-092 , entre Curitiba e Rio Branco do Sul, no valor de R$ 15,9 milhões.

Veja a lista de algumas das obras que tiveram recursos bloqueados:

Segurança

- Construção da Delegacia Cidadã em Londrina - R$ 1,3 milhão

- Construção de Cadeia Pública em Londrina - R$ 3,6 milhão

- Construção de delegacia em Maringá - R$ 1,3 milhão

- Implantação do Batalhão de Operações Especiais em São José dos Pinhais - R$

2 milhões

- Construção de cadeia em Foz - R$ 3,6 milhões

- Implantação do Batalhão de Fronteira - R$ 2 milhões

- Construção de delegacia em São José dos Pinhais - R$ 3,6 milhões

Meio Ambiente

- Parque Natural do Iguaçu em Araucária - R$ 4,6 milhões

- Parque Metropolitano do Iguaçu em Piraquara - R$ 3,9 milhões

- Parque Ambiental de Piraquara - R$ 2,4 milhões

Rodovias

- Implantação da PR-364 - Irati - São Mateus do Sul - R$ 16 milhões

- Implantação da PR-092 - Curitiba - Rio Branco do Sul - R$ 15,9 milhões

- Implantação da PR-239 - Pitanga - Mato Rico - R$ 9 milhões

Veja a nota na íntegra do Governo Estadual

O contingenciamento consiste no retardamento de parte da programação de despesa prevista na Lei Orçamentária. A medida, portanto, não suspende e nem cancela recursos previstos no orçamento anual do Estado.

O poder regulamentar do Decreto de Contingenciamento obedece ao disposto nos artigos 8º e 9º da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que visa permitir o cumprimento de metas fiscais, que no presente caso objetiva uma contenção de 20% das despesas do Estado.

Em síntese, trata-se de um procedimento formal de limitação de despesas com o intuito de garantir o equilíbrio fiscal do Paraná, compatibilizando a execução de despesas com a efetiva entrada de recursos, mantendo assim a estabilidade econômica estadual.

É importante destacar que os valores contingenciados podem ser descontingenciados futuramente. A medida não afeta despesas obrigatórias do Paraná e nenhum serviço essencial deixará de ser realizado com a medida.

https://paranavai.portaldacidade.com/noticias/economia/ratinho-jr-decreta-bloqueio-de-20-do-orcamento-para-2019

As vagas são para trabalho nos campus de Maringá, Umuarama, Ivaiporã, Cianorte e Goioerê

Os salários variam de R$ 1,6 mil a R$ 8,2 mil, dependendo da carga horária de trabalho e da titulação (Foto: Divulgação)

 

A Universidade Estadual de Maringá (UEM) vai realizar concurso público para a contratação de professores temporários. São 122 vagas e o edital do concurso já foi publicado. Confira o edital completo aqui.

O contrato tem prazo máximo de dois anos. As vagas são para professores auxiliares, especialistas, assistentes e adjuntos. Os salários variam de R$ 1,6 mil a R$ 8,2 mil, dependendo da carga horária de trabalho e da titulação.

A inscrição será aberta no dia 18 de janeiro e poderá ser feita até o dia 31 de janeiro pelo site da UEM. A taxa de inscrição é de R$ 147,07.

Fonte: GMC Online 

https://umuarama.portaldacidade.com/noticias/educacao/uem-realizara-concurso-com-122-vagas-para-professores-temporarios

Juliana Scanavacca ficou três anos no cargo e será substituída por Rodrigo Tartari, indicado pelo novo reitor

 Campus de Tecnologia fica na Avenida Ângelo Moreira da Fonseca em Umuarama (foto: JTM)

O acadêmicos do Campus Regional da Universidade Estadual de Maringá (Uem) de Umuarama fizeram contato com o Portal da Cidade para relatar o descontentamento com relação à saída da professora Juliana Scanavacca da Direção do Campus. O motivo seria o ótimo trabalho feito pela diretora durante esses três anos em que exerceu o cargo, dizem os alunos. 

O novo diretor, Rodrigo Tartari, tomou posse nesta quarta-feira (17) e foi nomeado pelo novo reitor, eleito democraticamente, Julio Damasceno.

O acadêmico de Tecnologia em Alimentos, João Paulo, entrou em contato com o Portal da Cidade Umuarama para relatar o descontentamento dele e dos demais colegas. “É uma pena que, alguém que desempenhou um ótimo trabalho, à serviço da universidade tenha que sair, creio que a vontade de grande parte dos alunos era que ela continuasse”, diz. 

As redes sociais da professora ficaram repleta de manifestações e agradecimentos pela dedicação prestada enquanto estava à frente da direção. Um dos colegas declarou: “Parabéns Juliana Scanavacca pelo ótimo trabalho realizado frente à Direção do CAU-CTC. Agora precisamos cobrar da Reitoria, na regulamentação dos Campus Regionais, o mesmo empenho dispensado na aprovação da paridade nas eleições para Reitor!! Sem nenhum demérito ao novo Diretor; um cargo dessa importância deve premiar a competência avaliada e escolhida pela comunidade universitária, e não apenas ser moeda de troca de apoio político como temos visto dentro da Universidade e fora dela.” 

Os acadêmicos também relataram que o Campus de Umuarama evoluiu e obteve reconhecimento nesses últimos três anos. Prova disso, foi classificação a classificação do curso de Engenharia Civil no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), que ficou em segundo lugar entre os melhores do Paraná. 

Sobre as demonstrações de apoio, a professora externou nas redes sociais: “quero agradecer a todos acadêmicos, técnicos, servidores e docentes que me apoiaram na luta pela Direção do Campus Umuarama CTC. Hoje me despeço com alegria em meu coração de dever cumprido, saio de cabeça erguida, de ter lutado pelo nosso Campus. Vamos continuar lutando pela democracia”. 

https://umuarama.portaldacidade.com/noticias/cidade/academicos-da-uem-lamentam-saida-da-diretora-do-campus-de-umuarama

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