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Dom, Mai

o Catálogo de Patentes e Softwares 2019 do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da Universidade Estadual de Maringá (UEM) foi lançado oficialmente ontem

Durante cerimônia houve entrega de carta-patente, certificados do NIT e de registros de softwares

Importante instrumento de apresentação da ciência e da inovação à comunidade científica e à sociedade civil, o Catálogo de Patentes e Softwares 2019 do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da Universidade Estadual de Maringá (UEM) foi lançado oficialmente ontem (17) com presença de Aldo Bona, superintendente da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti).

“Vivemos um momento extremamente delicado, em que cada vez mais precisamos estar justificando a importância da nossa existência e a necessidade de um sistema público de educação superior, ciência e tecnologia. A iniciativa de publicação de um catálogo de patentes é uma das formas de mostrar esse resultado, de mostrar que não são verdadeiras aquelas afirmações de que dentro das universidades ficamos pesquisando só em torno do nosso umbigo”, pronuncia Bona.

“Esse documento dá visibilidade aos produtos gerados por nós mesmos e, principalmente, constitui-se num material que dialoga com a sociedade”, enaltece o reitor da UEM, Julio César Damasceno, que também compareceu ao lançamento, no estande da UEM na 47ª Exposição Feira Agropecuária, Industrial e Comercial de Maringá (Expoingá 2019). Este material compila toda a produção científica da instituição com propriedade intelectual reconhecida e demonstra como “a UEM é contemporânea, muito produtiva e muito ativa na inovação, que transforma conhecimento em algo prático e de impacto na vida das pessoas em todos os seus domínios, seja no cotidiano ou mesmo em ambientes como um hospital”.

Além do reitor e de Bona, estiveram presentes na cerimônia demais representantes da gestão da UEM: Ricardo Dias Silva, vice-reitor; José Antônio Martins, chefe de gabinete da Reitoria; Clóves Cabreira Jobim, pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação; Luiz Fernando Cótica, diretor de pesquisa e coordenador do NIT; e Angelo José Marcolino Junior, chefe da Divisão de Propriedade Intelectual do NIT. “Não fazemos só pesquisa básica, fazemos pesquisa aplicada, fornecemos produtos para a comunidade empresarial. Esse catálogo é uma forma de dar maior visualização a esses produtos gerados e de homenagear todos os nossos pesquisadores”, frisa Cótica.

O catálogo será distribuído a diversas lideranças, inclusive da sociedade civil organizada. “É uma honra publicar este material, dando visibilidade à produção científica da UEM, que se destaca nacionalmente. Isso é uma das melhores ações que fazemos: pesquisas que transformam nossa região e nosso país, que dão potencial de crescimento econômico e de conhecimento muito grande”, declara Dias Silva. De acordo com o Índice Geral de Cursos (IGC) do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais “Anísio Teixeira” (Inep), a UEM é a 6ª melhor universidade estadual do Brasil. E dados da Web of Science a colocam como a universidade estadual do Sul que mais faz pesquisa.

Jobim segue na linha de raciocínio dos colegas e afirma que o lançamento do catálogo “é tão importante para a UEM, num momento em que a sociedade toda e as pessoas que decidem os destinos das universidades públicas cobram tanto em relação aos serviços que elas prestam à sociedade”. Para o pró-reitor, “é uma oportunidade de mostrarmos que a universidade pública tem expertise nas diferentes áreas do conhecimento”.

Saiba mais – Durante a solenidade de lançamento do Catálogo de Patentes e Softwares 2019 do NIT/UEM houve entrega de: uma carta-patente, seis certificados de registros de programas de computador e três certificados do NIT para invenções que futuramente irão receber carta-patente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi).

Aqui tem ciência e pesquisa - Após o evento na Expoingá, a comitiva da universidade acompanhou Bona ao NIT e ao Complexo de Centrais de Apoio à Pesquisa (Comcap), respectivamente nos blocos B-09 e B-08 do câmpus sede da UEM, em Maringá (PR). A visita técnica também teve presença de Guto Silva, chefe da Casa Civil do Estado do Paraná, Leila Pessôa Da Costa, pró-reitora de Ensino da UEM, e Elisabete Mitiko Kobayashi, superintendente do Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM).

Bona e Guto Silva conheceram o NIT e o Comcap pela primeira vez, e ficaram positivamente surpresos com a qualidade dos equipamentos e do nível de excelência dos pesquisadores e das pesquisas. “A UEM é protagonista em pesquisa e inovação no nosso Estado. E estamos muito preocupados em criar sinergia para trabalhar em rede, também com atores de outras universidades estaduais, para que possamos ter inovação e ampliar a pesquisa”, prospecta o chefe da Casa Civil.

“É um espaço muito bem qualificado em termos de pessoal, que é elemento primordial. Depois, é muito bem equipado em equipamentos e tem potencial muito grande de ajudar o Estado como um todo no desenvolvimento da ciência, da tecnologia e da inovação”, elogia Bona. A partir de agora, o superintendente enxerga o desafio de “unir todos esses ativos tecnológicos com as demandas da sociedade paranaense para que, assim, possamos fazer frente a todas as críticas ao investimento feito nas instituições de ensino e pesquisa”. Pela manhã, Bona foi à Reitoria da UEM.

Fonte: Assessoria de Imprensa

https://www.casadenoticias.com.br/noticias/30616-nucleo-de-inovacao-tecnologica-da-uem-lanca-catalogo-de-patentes

Estudo aponta que cada real investido nas universidades estaduais do Paraná retorna quadruplicado às economias locais

Hospitais da UEPG, UEM e UEL realizaram 310 mil atendimentos em 2018. Crédito: UEPG

Estudo aponta que cada real investido nas universidades estaduais do Paraná retorna quadruplicado às economias locais, sendo que o orçamento do governo estadual previsto para as Instituições de Ensino Superior (IES) em 2019 é de R$ 2,5 bilhões. Vale lembrar que, de acordo com o Índice Geral de Cursos do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais “Anísio Teixeira” (Inep), a Universidade Estadual de Maringá (UEM) é a 6ª melhor estadual do Brasil. Augusta Pelinski Raiher, doutora em Economia e professora do Departamento de Economia da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), organizou a obra “As Universidades Estaduais e o Desenvolvimento do Paraná”, uma análise de curto prazo, realizada em 2016. “O incentivo dado à educação pública induz a produção, emprego e renda, promovendo crescimento econômico.

Compras de materiais, serviços contratados, realizados localmente, e renda dos servidores significam injeção de dinheiro no mercado. Ter uma universidade significa movimentar a economia”, ressalta Raiher. “Quando comparada a outros setores da economia, a educação pública mostrou-se um setor chave no que se refere ao salário médio, ao multiplicador de produção e à geração de postos de trabalho”.

A presidente da Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público (Apiesp), Fátima Aparecida da Cruz Padoan, corrobora que as universidades estaduais paranaenses são protagonistas no desenvolvimento econômico do Estado, pois, “sensibilizam para ações inovadoras, influenciando o ambiente empresarial”. No setor industrial, a pesquisa aponta que quanto maior o investimento realizado nas estaduais, maior tende a ser a especialização produtiva.

Outro impacto são os gastos estudantis. Por exemplo, bolsistas de Residência Médica e Multiprofissional do Hospital Universitário da UEPG retornam R$ 5 milhões por ano para a economia local. “Esses valores são destinados a aluguéis de apartamentos e quitinetes, compras em mercados, além de gastos com alimentação e outros serviços”, contextualiza o vice-reitor da UEPG, Everson Krum.

Transbordamento regional - Raiher enfatiza que o município que detém uma universidade promove um transbordamento de efeitos para os municípios do entorno. E de acordo com o estudo, mais de 90% da mão de obra formada pelas universidades estaduais residem e atuam no Paraná. Na área da saúde, considerando-se dados de 2018, os hospitais da UEPG, UEM e Universidade Estadual de Londrina (UEL) realizaram, juntos, 310 mil atendimentos. “É como se a população inteira de uma grande cidade fosse atendida”, compara o reitor da UEPG, Miguel Sanches Neto.

"O HU-UEPG beneficia pacientes de 12 municípios. O hospital mudou todo o cenário da saúde dos Campos Gerais. Pacientes que antigamente teriam que ser atendidos na região metropolitana de Curitiba, hoje são atendidos em Ponta Grossa", acentua Tatiana Menezes Cordeiro, diretora geral do HU-UEPG. Somente o HU da UEL foi responsável pelo atendimento de 180 mil pacientes, enquanto outros 83 mil receberam tratamento na Clínica Odontológica da instituição.

No caso do Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM) da UEM, 60.715 pacientes do noroeste paranaense recebem atendimento em diversas áreas. Além do hospital, o complexo de saúde da UEM é composto por Clínica Odontológica, Unidade de Psicologia Aplicada (UPA), Laboratório de Ensino e Prática em Análises Clínicas (Lepac) e Farmácia Ensino, todos com atendimento gratuito.

Na Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro), a Clínica Escola de Fisioterapia (Cefisio) atende gratuitamente e, em 2018, realizou 18 mil atendimentos. A Farmácia Escola e o Laboratório de Análises Clínicas Escola realizaram 8 mil atendimentos, em média. Números semelhantes de atendimentos gratuitos na área da saúde também podem ser verificados na Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp). A Clínica de Fisioterapia da instituição realizou, no último ano, mais de 18 mil atendimentos, e a Clínica de Odontologia atendeu por volta de 8 mil pessoas no mesmo período.

Extensão - Somadas as regiões Norte, Centro-Sul e Campos Gerais, mais de 1 milhão de pessoas são beneficiadas com ações extensionistas de UEPG, UEM, UEL, Unicentro e Uenp. “Por meio do ensino, da produção científica e de programas e projetos de extensão, nossas instituições contribuem para atenuar desigualdades, com vistas ao desenvolvimento sustentável de nossas comunidades regionais, com a perspectiva de ampliar o bem-estar das pessoas”, afirma Padoan.

Na UEPG, as ações de extensão nas áreas cultural e social impactam mais de 110 mil pessoas. A Incubadora de Empreendimentos Solidários (Iesol) é um dos 25 programas de extensão da instituição e organiza empreendimentos econômicos, solidários de artesanato, separação e triagem de material reciclável, jardinagem e agricultura familiar. Kamila Sobko, que ministrou parte do curso “Economia Solidária e Tecnologia Social”, explica que “além das incubações, a Iesol tem um trabalho efetivo e mostra seus resultados, tendo uma trajetória de presença na universidade e comunidade”. Na UEM, são 663.449 pessoas beneficiadas por meio de 248 projetos de extensão, 63.948 por 332 eventos de extensão, 23,8 mil em 138 projetos culturais e 13.308 pessoas em 215 cursos de extensão.

Metodologia - O estudo organizado por Raiher foi realizado a partir de várias metodologias, como insumo-produto, estimativas econométricas e construção de indicadores. A pesquisa tem apoio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Unidade Gestora do Fundo Paraná (UGF) e Fundação Araucária, e também envolveu pesquisadores da UEPG, UEM, Unicentro, UEL, Universidade do Oeste do Paraná (Unioeste) e Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

*Reportagem em colaboração de Afonso Verner, Aline Jasper e Luciane Navarro, equipe de comunicação da UEPG.

https://www.casadenoticias.com.br/noticias/30615-universidades-estaduais-do-parana-tem-forte-impacto-regional

Seleção, em processo extraordinário, ocorrerá até o dia 5 de junho

Estão abertas, na Universidade Estadual de Maringá (UEM), as inscrições para processo de seleção extraordinário para o doutorado em Física, na categoria de aluno regular, com início em junho de 2019. O prazo de inscrição termina no dia 30 de maio.

A solicitação deverá ser entregue na secretaria do Programa de Pós-Graduação em Física (PFI), bloco G-68, sala 7, de segunda à sexta-feira, das 8h às 11h30 e das 14h às 17h, até o dia 30 de maio, ou encaminhada via Correio, por meio de Sedex, até a data limite de 27 de maio , para o endereço: Universidade Estadual de Maringá, Programa de Pós-Graduação em Física, Avenida Colombo, 5.790, Bloco G-68, sala 007, CEP: 87020-900 – Maringá - PR.

Os documentos exigidos para inscrição constam no site do Programa e incluem, entre outros, projeto de pesquisa no âmbito de umas das linhas de pesquisa; duas fotos 3 x 4 (recentes); cópia autenticada do histórico escolar do(s) curso(s) de graduação; cópia autenticada do diploma de graduação ou documento equivalente; cópia autenticada do histórico escolar do curso de pós graduação, acompanhado das ementas dos componentes curriculares, carga horária e bibliografia (recomendável para graduados/mestres em outra IES); e cópia autenticada do diploma do curso de mestrado em Física e áreas afins ou documento equivalente.

O resultado da seleção será divulgado no 7 de junho de 2019, no quadro de avisos do Programa ao lado da secretaria (sala 7), no Bloco G-68, e no site do Programa. O candidato aprovado será convocado por meio de Edital a ser divulgado no site do PFI, via e-mail do candidato, para a efetivação da matrícula, que estará vinculada à disponibilidade de bolsa de estudo do Programa.

Outras informações pelo telefone (44) 3011-5938; e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.; e site.

Fonte: Assessoria de Imprensa

https://www.casadenoticias.com.br/noticias/30605-doutorado-em-fisica-segue-com-inscricoes-abertas-ate-dia-30

Parlamentar ficou de buscar soluções para resolver a falta de recursos e de pessoal na instituição

Crédito: Assessoria de Imprensa

Reunidos com o senador Flávio Arns (Rede), o reitor e o vice-reitor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Julio Damasceno e Ricardo Dias Silva, expuseram a situação caótica da instituição devido ao corte de verbas e a não reposição de pessoal, e solicitaram ajuda do parlamentar para tentar reverter a conjuntura. Acompanhado do segundo suplente Flávio Vicente, Arns recebeu dos gestores da UEM algumas publicações, incluindo o relatório das obras inacabadas no câmpus sede e nos câmpus regionais, e o catálogo das patentes obtidas pela Universidade.

O encontro ocorreu no Gabinete da Reitoria e reuniu também a equipe de pró-reitores e assessores da atual administração, além da superintendente do hospital universitário, Elizabete Kobayashi, que relataram como é preocupante o quadro em áreas como laboratórios encarregados de exames para a detecção de doenças tropicais, a rede de assistência pedagógica e psicológica ao egresso do sistema penitenciário e o atraso na conclusão de blocos didáticos, da saúde e o centro de convenções.

Um exemplo dado pela pró-reitora de Extensão e Cultura, Débora de Mello Gonçales Sant’Ana, mostra o déficit financeiro cada vez maior nas operações do Laboratório de Ensino e Pesquisa em Análises Clínicas (Lepac), sob o risco de fechar. Segundo ela, como a tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) não é corrigida desde 2009, o setor precisa cobrir a diferença entre o custo dos testes e análises e o que recebe do Ministério da Saúde.

Segundo Débora, há cerca de dois anos um projeto da UEM destinado a tratar a hepatite aguarda verba de emenda parlamentar para ser viabilizado. O hospital universitário está aguardando recursos para ao menos equipar o setor já construído com o objetivo de abrigar 108 novos leitos. Outra preocupação da Universidade é desburocratizar a política de internacionalização no que diz respeito aos acordos de cooperação com instituições de ensino superior de diversos países.

Conforme a assessora do Escritório de Cooperação Internacional (ECI), Sandra Schiavi, a facilitação visando à execução dos intercâmbios irá favorecer muito a UEM.

Demandas

Para o reitor, o corte anunciado pelo governo federal na educação, incluindo o descaso em relação aos cursos das áreas de ciências humanas, é um convite ao desestímulo à formação de novos graduados em licenciaturas. Damasceno reforçou a vocação da Universidade Estadual de Maringá em ser uma instituição decidida a impactar o desenvolvimento das regiões onde está inserida, falou sobre o potencial humano da UEM, reflexo da uma agressiva política de verticalização do ensino no passado, citou a discussão que tem ocorrido sobre os efeitos a serem causados pelos cortes das bolsas de estudos pelo MEC e ainda relatou o trabalho feito pela atual gestão ao visitar líderes empresariais, políticos e representantes da sociedade civil organizada para apresentar o quadro preocupante da instituição.

A não reposição de servidores pode provocar, segundo o reitor, o comprometimento de alguns programas de pós-graduação, entre eles um cujos professores deverão estar aposentados no período de seis meses. Falando sobre as obras inacabadas, Damasceno disse que serão necessários em torno de R$ 50 milhões para terminar os blocos auditados, incluindo edificações do hospital universitário.

O contingenciamento de 30% na receita própria das universidades estaduais, pelo governo do Paraná, tem sufocado ainda mais as instituições, pois, de acordo com o reitor, o Estado repassa dinheiro suficiente apenas para cobrir despesas como água, luz, telefone e alguns tipos de bolsas. Membro da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal, Arns mencionou a possibilidade de se convidar autoridades do MEC para explicar os cortes financeiros nas universidades e também disse ser possível abrigar, na Comissão, um debate sobre os problemas da saúde envolvendo os hospitais universitários.

O senador entende que além das emendas parlamentares, pode haver outros caminhos na busca de recursos para suprir as necessidades desta área no ensino superior, como por exemplo o orçamento do Ministério da Saúde. Ele se colocou à disposição da UEM para ouvir e encaminhar as demandas e se prontificou a participar, no final deste mês, em Brasília, de um audiência da próreitora Débora Gonçales Sant’Ana com o senador Álvaro Dias (PODE). Segundo Arns, aproveitando a boa relação política entre os três senadores paranaenses seria prudente também que Oriovisto Guimarães (PODE) pudesse participar deste encontro.

Pró-reitores e assessores ficaram de encaminhar a Flávio Arns levantamentos completos sobre a situação em algumas áreas específicas da UEM, para subsidiá-lo na busca de auxílio político para a Universidade.

Fonte: Assessoria de Imprensa

https://www.casadenoticias.com.br/noticias/30588-uem-apresenta-demandas-ao-senador-flavio-arns

 

Lepac é único laboratório público paranaense a realizar análise de citologia oncótica de colo de útero

Lepac é único laboratório público paranaense a realizar análise de citologia oncótica de colo de útero

Preocupado com o déficit de cerca de 1,1 mil servidores, obras paralisadas e o corte de verbas na Universidade Estadual de Maringá (UEM), que atingiu R$ 12,6 milhões em 2018 e até o momento é de R$ 5 milhões em 2019, o reitor Julio César Damasceno esteve hoje (7) na Câmara dos Vereadores de Maringá (PR) para solicitar apoio. A grave situação traz, inclusive, possibilidade de fechamento do Laboratório de Ensino e Pesquisa em Análises Clínicas (Lepac) da UEM.

De acordo com Damasceno, não há liberação para concursos públicos desde 2014 e as aposentadorias concedidas chegam a 70 por mês. “Desde janeiro do ano passado temos sofrido com a Desvinculação de Receitas de Estados e Municípios (Drem), sendo que em lei há previsão de que ela não se aplique às instituições de ensino e de saúde”. O reitor se refere ao Decreto Estadual 5.158/16, normativa que regulamenta a aplicação do artigo 76-A do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (texto incluído pela Emenda Constitucional 93/16) – este, por sua vez, menciona que “são desvinculados de órgão, fundo ou despesa, até 31 de dezembro de 2023, 30% das receitas dos Estados e do Distrito Federal relativas a impostos, taxas e multas”. Entretanto, o próprio ato estadual expressa que não seriam afetados com contingenciamento os “recursos destinados ao financiamento das ações e serviços públicos de saúde e à manutenção e desenvolvimento do ensino”.

O reitor da UEM teve fala em tribuna durante a sessão ordinária. “Várias ações da Universidade Estadual de Maringá pedem socorro! As universidades estaduais do Paraná não podem sofrer com a aplicação da Drem sobre suas receitas”, indigna-se publicamente. Em plenário, junto a ele, estiveram o vice-reitor da UEM, Ricardo Dias Silva, e o chefe do Departamento de Análises Clínicas e Biomedicina da UEM, Dennis Armando Bertolini. Além do Lepac, Damasceno expôs à câmara que outros setores altamente afetados na UEM são Restaurante Universitário (RU), organização do vestibular e Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM).

Após o discurso de 12 minutos do reitor, o presidente da atual legislatura, Mário Massao Hossokawa, manifestou publicamente apoio à UEM, em nome de todos os parlamentares. Os vereadores também assinaram dois requerimentos destinados ao governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, para que os recursos estaduais continuem sendo repassados integralmente ao Lepac, que mais recursos sejam liberados ao HUM e que haja novas contratações em ambos os lugares. Na sessão da câmara de hoje também estiveram presentes o secretário municipal de Saúde, Jair Biato, e o chefe da 15ª Regional de Saúde do Paraná, Ederlei Alkamin.

Lepac corre sério risco de fechar

Em vigor, a Drem coloca em risco de término a prestação de serviços do Lepac – fundado em 1982, é centro de apoio ao ensino, à pesquisa e à extensão, além de único laboratório da região de Maringá a fazer exames de alta complexidade por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com dados institucionais, em 2018 foram atendidos 34,5 mil pacientes e realizados 108,6 mil exames de média e altas complexidades para 113 cidades do noroeste paranaense e adjacências.

A Drem só piora uma situação que se arrasta há 12 anos, uma vez que desde 1997 não há reajuste nos repasses: por exemplo, o preventivo do colo do útero, via SUS feito só no Lepac, tem custo unitário de R$ 16,50, mas o Estado concede apenas R$ 6,97 ao laboratório. No caso do exame de tuberculose, a discrepância é maior: investimento de R$ 350 e transferência do SUS de R$ 24,59.

Segundo Bertolini, no primeiro trimestre de 2019 foram retidos R$ 48 mil, que deveriam ter sido investidos em insumos como reagentes, jalecos, luvas, equipamentos, entre outros produtos. “Para trabalharmos com qualidade, e as normas brasileiras exigem isso, precisamos ter, paralelamente ao exame que está sendo realizado, os controles de qualidade, que custam caro”, complementa o chefe do Departamento de Análises Clínicas e Biomedicina da UEM.

Como maio é o mês de renovação de contrato do Lepac com a prefeitura de Maringá, Bertolini aponta que talvez não haja a continuidade da celebração dessa parceria, já que até o momento o contingenciamento estadual de recursos permanece. “Dentro de um, dois meses já começaríamos a ter problemas com relação a honrar a execução de alguns exames. Como não temos reserva financeira, isso implica em probabilidade de fechamento do Lepac”, lamenta.

Importância do Lepac – Ele é considerado laboratório de referência regional para doenças epidemiológicas, aquelas “que podem gerar agravos em toda a população, por exemplo meningites, leishmaniose, hanseníase e doenças íctero-hemorrágicas”, frisa Eliana Valéria Patussi, coordenadora do Lepac.

O Lepac faz parte do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais, e do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, ambos do Ministério da Saúde. É o único especializado no diagnóstico de fungos patogênicos na macrorregião noroeste do Paraná e, desde 2014, único público paranaense que realiza análise de citologia oncótica de colo de útero.

Em 2018, o Lepac contribuiu com publicação de 31 artigos em revistas científicas de alto impacto, 16 trabalhos expandidos em eventos, 23 resumos em anais, início de cinco dissertações de mestrado e conclusão de sete, finalização de uma tese de doutorado e andamento de mais oito, além de desenvolvimento de 12 projetos de iniciação científica, dois de iniciação em desenvolvimento tecnológico e inovação, e dez trabalhos de conclusão de curso de graduação. “Se perdermos o Lepac, teremos uma dupla perda: vamos perder tanto em ensino de excelência quanto em atendimento de excelência à população”, preocupa-se Patussi.

Fonte: Assessoria de Imprensa

https://www.casadenoticias.com.br/noticias/30575-reitor-clama-por-retorno-de-recursos-a-universidade-estadual-de-maringa

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