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Seg, Jun

Manifestação no Centro de Curitiba, ontem: ela começou às 8 horas e foi até a noite (Foto: Franklin de Freitas)

As manifestações desta quarta-feira (15) em Curitiba reuniram cerca de 23 mil pessoas, segundo a Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (Apuf-PR) e o Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Paraná (DCE-UFPR). O protesto foi contra o corte de 30% no orçamento descentralizado da educação técnica, superior e ensino básico pelo governo federal. Ainda ontem, grupos que participaram do ato prometeram se manter mobilizados.

Um segundo Dia de Greve Nacional da Educação foi anunciado para o dia 30 de maior pela União Nacional dos Estudantes (UNE). Antes disso, já nesta sexta-feira (17), alunos da UFPR devem fechar a semana com ato, entre 11h e 13h, na escadaria do prédio histórico da UFPR, na Praça Santos Andrade, em Curitiba. Centrais sindicais marcaram outra grande paralisação para o dia 14 de junho, mas que envolve categoriais de outras áreas, além da educação. Entre as pautas está também o protesto contra a reforma da previdência e outros.

Na manifestação de ontem, convocada após o anúncio pelo ministro Abrahan Weitraub de cortes no MEC, atividades ocorreram ao longo de todo o dia. A Polícia Militar (PM) do Paraná não divulgou balanço do número de manifestantes no Estado. Em Curitiba, os manifestantes começaram a se reunir por volta das 8 horas e os atos se encerraram somente à noite. Uma passeata foi realizada por volta das 11 horas, da Santos Andrade até a Praça Nossa Senhora de Salete, no Centro Cívico. A maior concentração ocorreu durante a passeata, no fim da manhã. Apesar da garoa ao longo do dia, parte dos manifestantes permaneceu mobilizada até à noite. O protesto foi encerrado com uma passeata no Centro da cidade que terminou por volta das 21 horas.

O predomínio entre os integrantes foi de estudantes, trabalhadores da educação, professores da UFPR, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Universidade da Integração Latino Americana (Unila) e Instituto Federal do Paraná (IFPR). O contingenciamento no MEC também atinge a Educação Básica. Solidários à Educação Superior, mas também com suas próprias reivindicações, professores e servidores de escolas estaduais do Paraná e municipais de Curitiba e região metropolitana também estiveram presentes.

No interior 

Outras cidades do Paraná tiveram protesto contra os cortes. Em Maringá, no Noroeste, manifestantes se concentraram ao lado da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, manifestantes se concentraram no pátio do campus central da Universidade Estadual de Ponta Grossa.

Secretarias de educação vão descontar no salário

A Secretaria de Estado da Educação (Seed) e a Secretaria Municipal de Educação de Curitiba (SME) afirmaram que vão descontar o dia de trabalho dos servidores que faltaram. “No dia 15 de maio as aulas ocorram normalmente em todas as instituições de ensino da rede estadual da educação básica. A pasta orienta também que eventuais ausências dos professores sejam normalmente registradas no relatório mensal de frequência. No período da tarde, a Secretaria registrou paralisação total em 3,2% das escolas estaduais e paralisação parcial em 9,47% das escolas”, afirmou a Seed em nota. A SME afirma que todas as escolas funcionaram normalmente. Na região metropolitana, o município de São José dos Pinhais, por exemplo, permitiu que o dia seja reposto com a presença de alunos no primeiro dia das férias de julho.

Metalúrgicos e petroleiros aderiram

A primeira mobilização registrada na Grande Curitiba foi às 7 horas, com petroleiros promoveram duas manifestações, uma na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), ao lado dos petroquímicos, em Araucária, e outra na Usina do Xisto, em São Mateus do Sul, em adesão à pauta dos educadores, mas também contra a privatização da Petrobras e à reforma da previdência do governo Jair Bolsonaro. O Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro defende que parte dos recursos obtidos a partir da exploração do petróleo no Brasil deve ser investida em educação e saúde públicas. A Petrobras, por meio de sua assessoria de imprensa, respondeu que “não houve paralisação ou qualquer impacto na produção das refinarias da Petrobras nesta quarta-feira”.

O Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC), anunciou que liderou assembleias em empresas do ramo metalúrgico na capital, paralisando, segundo o sindicato, cerca de 20 mil metalúrgicos no início da manhã em apoio à educação pública. O protesto aconteceu em unidades tais como Renault, Volkswagen, CNH, Bosch, Volvo, Brafer, Pic da Audi.

https://www.bemparana.com.br/noticia/manifestacao-contra-cortes-reune-20-mil-em-curitiba.-e-vem-mais-por-ai#.XN7IbchKjIU

 

(Foto: Divulgação/Seti)

Está disponível no site do Núcleo de Concursos da UFPR o resultado do XVIII Vestibular dos Povos Indígenas no Paraná, divulgado nesta quarta-feira (5) pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). O resultado também pode ser conferido no site da UEPG.

Os candidatos classificados, no limite das vagas, deverão efetuar suas matrículas, em primeira chamada, conforme cronograma específico de cada instituição de ensino superior. Na UFPR, são dez vagas suplementares destinadas para indígenas de qualquer região do País. Nas universidades estaduais, são seis vagas suplementares em cada uma, destinadas exclusivamente para indígenas pertencentes às comunidades indígenas do Paraná.

O calendário de matrículas para os aprovados da UFPR ainda será divulgado pelo Núcleo Universitário de Educação Indígena (NUEI), por meio de editais específicos.

Organizado nesta edição pela UEPG, o vestibular indígena classificou candidatos para as seguintes universidades: Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade Estadual de Maringá (UEM), Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Universidade Estadual do Paraná (Unespar), Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) e Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste).

https://www.bemparana.com.br/noticia/divulgado-o-resultado-do-vestibular-dos-povos-indigenas-do-parana

(Foto: Divulgação da UEM)

Redação Bem Paraná com assessoria

Universidade Estadual de Maringá (UEM), no norte do Paraná, vai divulgar o resultado do Vestibular de Inverno 2018 nesta quinta-feira (30). O resultado estará disponível no site da instituição, a partir das 10h.

Candidatos e vagas

Mais de 13,7 mil candidatos fizeram as provas do Vestibular de Inverno 2018 da UEM. Elas foram aplicadas entre os dias 22 e 24 de julho. São 1.492 vagas em 70 cursos de graduação.

Datas e procedimentos para realização da matrícula serão informados página da Diretoria de Assuntos Acadêmicos da UEM, depois da data de divulgação do resultado final do vestibular.

https://www.bemparana.com.br/noticia/UEM%20divulga%20resultado%20do%20vestibular%20de%20inverno%20nesta%20quinta.%20Confira%20se%20passou

(Foto: Divulgação/UFPR)

O Paraná tem seis universidades entre as 100 melhores da América Latina, segundo o “Latin America University Rankings 2018” da revista inglesa Times Higher Education, divulgado na semana passada. São elas a Universidade Federal do Paraná (UFPR), em 36º lugar, Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), em 41º, Universidade Estadual de Londrina (UEL), em 48º, a Universidade Tecnológica Federal (UTFPR), Universidade Estadual de Maringá (UEM), em 71º e Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), em 91º.

A Times Higher Education World University Rankings, fundada em 2004, é responsável por ranquear a lista das melhores universidades do mundo. Os dados da THE tem o objetivo de auxiliar os alunos na escolha do melhor lugar para estudar. As instituições foram avaliadas em conceitos como ensino, pesquisa, transferência de conhecimento, perspectivas internacionais citações, quantidade de doutores, renda institucional e produtividade. O ranking avaliou universidades de 10 países. O Brasil domina a lista com seis instituições entre as dez primeiras colocadas.

Com avanços em quatro dos cinco conceitos do Times Higher Education (THE) Latin America University Rankings, a UFPR subiu degraus e melhorou sua posição no conceito geral em 2018 — é a 36ª instituição do continente e a mais bem posicionada no Paraná. No ranking de 2017, a universidade estava no grupo das instituições que conseguiram notas equivalentes às posições 51ª a 60ª. No apanhado geral, a UFPR aumentou as notas, em uma faixa de 38.9 a 42.3, para 59.4.Entre as universidades federais brasileiras as UFPR ficou em 10º lugar no país  entre todas as 68  mantidas através do Ministério da Educação (MEC), do Governo brasileiro. O maior desenvolvimento da UFPR ocorreu em “pesquisa”. A nota foi de 47.2 para 76.2. Nesse quesito, a universidade ficou entre as 24ª mais bem avaliadas na América Latina em 2018 e a 14ª no Brasil. Outro critério em que a nota da UFPR aumentou foi “ensino” — de 43.0 para 68.0. A universidade é a 27ª no continente e a 16ª no país nesse aspecto na avaliação de 2018, para os quais contam fatores como reputação e taxa de docentes com doutorado.A UFPR também melhorou a nota nos critérios “citações” (de 31.0 para 33.5) e “rendimento para a indústria” (de 34.8 para 35.3), apesar de ter perdido posições nos ranqueamentos específicos.

 Neste ano, entre as instituições da América Latina (AL), a PUCPR ficou classificada como a segunda instituição de ensino do Paraná entre públicas e privadas, a terceira privada do país e a 19ª entre todas as brasileiras e conquistou a posição 41-42 entre todas as universidades da AL. Quando comparada ao Latin America University Rankings 2017, a PUCPR melhorou seus indicadores nos cinco critérios avaliados pelo THE: ensino (ambiente de aprendizagem), pesquisa (volume, investimento e reputação), citações (influência da pesquisa), perspectiva internacional (proporção de estudantes e professores estrangeiros e colaboração internacional) e recurso vindo da indústria (inovação).

No Paraná a UEL figura entre as 50 melhores universidades da América Latina e entre as 25 melhores do Brasil, se destacando nas avaliações de pesquisa e ensino. Na UEM, o ensino também ganhou projeção internacional e fez com que a universidade ocupasse a faixa da 71ª posição, entre as brasileiras a instituição alcançou a 30ª colocação.

No ranking continental, as oito melhores universidades em “ensino” são brasileiras e públicas, assim como as três melhores em pesquisa.

O ranking destaca o desempenho das universidades públicas brasileiras. Na nota geral, as três melhores do país se encaixam nessa situação: Universidade do Estado de Campinas (Unicamp), Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Unicamp e USP também são as melhores do continente. O universo do ensino superior brasileiro chega atingir 2.979 instituições de ensino superior, entre a totalidade de públicas (municipais, estaduais e federais) e privadas (sem fins lucrativos, com fins lucrativos, especiais), sendo considerados nesta contabilidade apenas as Universidades, Centros Universitários e Faculdades, segundo o sistema de informação do e-mec.

https://www.bemparana.com.br/noticia/parana-tem-seis-universidades-entre-as-100-melhores-da-america-latina-veja-quais-sao