Reynaldo Costa, criador do logotipo da UEM.

Os vetores e o triângulo que fazem parte da identidade visual da UEM saíram da cabeça do gráfico, designer e artista plástico Reynaldo Costa, um mineiro de São Sebastião do Paraíso, nascido em 18 de dezembro de 1935.

          

[“As três setas simbolizam sabedoria e estão em movimento contínuo, dando sentido de desenvolvimento para chegar à integração: universidade, empresa, comunidade [...]. O centro triangular, ponto de partida, representa o homem, objeto e objetivo de todas as atividades”.]

“São três setas equipoderantes circundando o triângulo equilátero. As três setas simbolizam sabedoria e estão em movimento contínuo, dando sentido de desenvolvimento para chegar à integração: universidade, empresa, comunidade - aspectos fundamentais do novo conceito de universidade. O centro triangular, ponto de partida, representa o homem, objeto e objetivo de todas as atividades”. Assim ele descrevia a marca na apresentação do projeto, em outubro de 1972.

Três anos depois, em junho de 1975, o Conselho Universitário homologou o logotipo que desde então identifica a nossa Universidade.

Pioneiro

Reynaldo Costa foi um dos pioneiros de Maringá, tendo chegado aqui no início dos anos 1950, então com 15 anos de idade. Veio junto com os pais, Alfredo e Dolores, e mais onze irmãos. Naquela época, Maringá ainda era distrito de Mandaguari e estava prestes a se tornar município.

Com forte talento para o desenho, a pintura e as artes gráficas, ele perpetuou seu nome não só na história da UEM, mas de Maringá. No começo dos anos 1960, venceu um concurso aberto pela Prefeitura para a criação do brasão e da bandeira do município. Estudioso da arte heráldica, relativa à criação de brasões, fez trabalhos para várias outras cidades do Paraná e do Brasil.

Em 1976, depois de alguns anos atuando em uma gráfica da cidade, Reynaldo Costa foi contratado para administrar a gráfica da Cocamar, que ficava próxima ao Estádio Willie Davids.

Até o início de 2018, mesmo tendo se aposentado há vários anos, ele permanecia na organização do Acervo Histórico da cooperativa, tarefa que se dedicou com paixão, segundo Lucia Bianchi Costa de Paiva, servidora lotada na Rádio UEM FM e filha do Sr. Reynaldo.

Casado com Dona Laura, pais de três filhas e avô de vários netos, ele lutava contra um câncer e faleceu no dia 25 de junho, alguns meses antes de completar 83 anos.

Além da autoria do hino da UEM, ele foi um dos precursores da extensão na UEM

A extensão e a cultura na UEM devem muito ao professor Ary Pereira Braga. Tendo iniciado a carreira docente na Universidade em abril de 1975, na gestão de Rodolfo Purpur, Braga logo assumia a direção da, então recém-criada, Diretoria de Promoção e Difusão Cultural e, junto com o professor Wilson Bressan, elaborou os cursos livres de artes, estruturou a Casa da Música (hoje Escola da Música) e a Casa da Dança.

["... ele sabia exatamente onde queria chegar”]

A artista plástica Tânia Machado conta que entrou na UEM, em 1983, a convite de Braga, que a chamou para dar aula em um dos cursos livres. Na visão dela, Ary Pereira Braga era uma pessoa assertiva, determinada e muito disciplinada. “A impressão que tenho é que ele sabia exatamente onde queria chegar”, opina.

Para ela, Braga sedimentou as bases da extensão na UEM com a implantação de vários cursos e com a abertura dos portões da UEM para a comunidade local. “Naquela época a Universidade estava ‘acontecendo’ e tinha grande importância para a cidade”, diz a artista plástica, destacando que, ao lado de Bressan, o professor Ary Pereira Braga foi peça fundamental para a arte e a cultura na instituição.

Braga ainda deixaria outro legado: o hino Salve a UEM, composto por ele no final da década de 1970, em parceria com os professores Aniceto Matti e Wilson Bressan.

O professor nasceu em 3 de julho de 1933, em Glicério, interior de São Paulo. Formou-se em Teologia, em 1964, e em Filosofia, em 1970. No ano de 1985, recebeu o título de mestre em Filosofia Social. Permaneceu na UEM até maio de 2000, quando se aposentou pelo Departamento de Ciências Sociais da Universidade. Ary Pereira Braga morreu no dia 27 de fevereiro deste ano.