Alguns procedimentos nesta política já são adotados em grandes universidades brasileiras e do exterior

Fotos da ASC/UEM

O reitor eleito da UEM, Julio Damasceno, diz que haverá mudanças na área de recursos humanos, a começar pela otimização de rotinas e humanização do ambiente de trabalho. 

["Existem pessoas que gostariam de sair do setor onde estão para desenvolver uma outra atividade muita ligada as suas próprias potencialidades"]

Conforme ele, na campanha surgiu o anseio dos servidores de que seja flexibilizada a gestão de pessoas na Universidade. "Existem pessoas que gostariam de sair do setor onde estão para desenvolver uma outra atividade muita ligada as suas próprias potencialidades", afirma o reitor.

A Reitoria vai verificar como isso pode ser feito e, segundo Damasceno, em outras universidades, especialmente do exterior, esta rotatividade é muito comum.

Para o reitor eleito, é preciso melhorar a eficiência de rotina, pois tem muita repetição de procedimento, alguns estafantes. "Precisamos melhorar em termos de equipamentos, investimentos em tecnologia e informação, porque daí vamos conseguir fazer com que muitas operações braçais e físicas sejam minimizadas, otimizadas, e as pessoas menos sobrecarregadas", diz.

[“A não reposição do quadro de pessoal tem causado sobrecarga de trabalho para muitas pessoas. Muitas vezes existe um servidor trabalhando por três e isso é insustentável"]

Outra providência será desenvolver ações que garantam a reposição urgente do quadro de servidores. “A não reposição do quadro de pessoal tem causado sobrecarga de trabalho para muitas pessoas. Muitas vezes existe um servidor trabalhando por três e isso é insustentável", diz.

Para convencer o próximo governador ou governadora a autorizar os concursos visando a reposição de servidores e a expansão do quadro, ele diz que é preciso ter estratégia. E esta estratégia passa pela mobilização das forças políticas e da sociedade organizada de Maringá e das cidades onde a UEM tem seus câmpus.

Segundo o vice-reitor eleito, Ricardo Dias Silva, o objetivo para os próximos quatro anos é focar no planejamento e na reforma administrativa. No caso do planejamento, um exemplo é o encaminhamento, no COU, da transformação da Assessoria de Planejamento (ASP) em Pró-Reitoria de Planejamento e Controle. E no caso da reforma administrativa, uma das ações é a regulamentação dos câmpus regionais.

[No hospital universitário, será realizada a eleição para os cargos que, segundo o reitor, diminui a tensão na relação entre as pessoas]

No hospital universitário, será realizada a eleição para os cargos que, segundo o reitor, diminui a tensão na relação entre as pessoas.

"Assumindo, procederemos a escolha do superintende e dos diretores. Este grupo vai desenvolver um trabalho para que se faça a migração para o novo desenho do hospital, que não é igual ao desenho atual. Teremos que realizar uma transição, que, ouvindo os servidores do HUM, vai definir como será implementado o processo de eleição no órgão", descreve Damasceno.

Ele anuncia ações concretas de promoção à saúde para a comunidade universitária, baseadas em iniciativas envolvendo, por exemplo, os departamentos de Educação Física, Enfermagem, e Medicina, aproveitando as estruturas de atendimento da UEM. Há um projeto sendo configurado, na área de promoção à saúde, envolvendo não apenas atividades físicas e mentais, mas também focado na orientação nutricional.

Ainda dando das ações de valorização do servidor, a nova gestão vai trabalhar para que haja uma revisão do Plano de Cargos e Salários, a consolidação do centro de esportes, cultura e lazer e o projeto de ampliação do atendimento psiquiátrico e psicológico no Ambulatório Médico e de Enfermagem.

Quanto ao Centro de Convenções, outra obra parada, ele revela que há recursos em caixa para praticamente terminar a edificação. Da campanha eleitoral, Damasceno diz ter percebido que há uma fração majoritária dos servidores que avalisou a gestão atual, mas que existe uma parte significativa apontando por desejo de algumas mudanças. “Já incorporamos isso em nosso plano de ação e quero dizer para a comunidade acadêmica que iremos promover uma série de mudanças para contemplar aquilo que ouvimos", diz.

 

#NossaUEM abriu, novamente, espaço para as três chapas concorrentes à sucessão da Reitoria. Os candidatos responderam às perguntas encaminhadas pela ASC. Acompanhe.

 

 

Chapa 1

UEM em Frente

Ana Lucia Rodrigues - reitora

Lilian Mai –vice-reitora

 

1 – Qual é o maior desafio da UEM neste momento?

É sair do isolamento ao qual foi levada pela atual gestão, reconstruindo as relações institucionais com o Estado, com as demais instituições do Estado, com a região, e internamente com a comunidade. Para isso apresentamos no nosso Plano de Trabalho várias propostas, entre as quais: reativação do Conselho de Integração UEM Comunidade; eleições setoriais em especial no HU e BCE, prática de mais de 30 anos negada pela atual gestão; indicação dos representantes da comunidade externa nos conselhos superiores. Estas propostas darão base para a retomada de uma forte política de recomposição do quadro de servidores técnicos e docentes e também para que a UEM retome o protagonismo na disputa e busca de recursos financeiros junto ao Estado para conclusão das obras paralisadas e seu pleno funcionamento.

 

2 – O que a senhora considera inovador na sua proposta de campanha?

Nossa campanha cumpre o preceito estatutário da universidade, que indica que a campanha para a reitoria deve ser pedagógica e, neste sentido, priorizamos os espaços de fala com servidores e estudantes para que as necessidades apareçam. A garantia da fala das pessoas na campanha, por incrível que pareça, tornou-se uma novidade, mas também é um dos princípios do nosso Plano de Trabalho vinculado às ações de valorização dos servidores e do restabelecimento das relações da gestão centralizada com os servidores, por meio da reaproximação das pessoas com os processos de decisão da universidade.

 

3 – Cite três motivos para votar na sua Chapa.

1 - A nossa Chapa UEM em Frente tem o Plano de Trabalho mais consistente entre as concorrentes, para tirar a nossa universidade da crise.

2 - Vamos reconstruir as relações institucionais com o governo do Paraná, rompidas pela atual gestão, pois ele o Estado é o mantenedor do sistema de ensino superior no Paraná.

3 - Temos um compromisso com a prática democrática no dia a dia da universidade e, portanto, a garantia de que vamos fazer uma gestão participativa com a realização das eleições setoriais em especial do HU e da BCE, que foram extintas pela atual gestão.

 

 

 

Chapa 2

UEM de Todos

Roberto Nakamura Cuman - reitor

Leandro Vanalli –vice-reitor

 

1 – Qual o maior desafio da UEM neste momento?

Reaproximar a UEM da comunidade, classe política e Governo para dialogar efetivamente em prol da melhoria das condições de trabalho (capacitação, prevenção do assédio, proteção individual, segurança, entre outros) e ensino (assistência psicopedagógica, fomento do empreendedorismo startup, fortalecimento da graduação e da pós-graduação, e outros) e assegurar as nomeações dos docentes e dos agentes universitários aprovados nos concursos já realizados, além da retomada das obras paralisadas (Casa do Estudante e blocos administrativos e didáticos) e investimentos nos campi regionais.

 

2 – O que o senhor considera inovador na sua proposta de campanha?

Oportunizar uma gestão baseada nos princípios do Diálogo, Transparência e Respeito que garantirá eleições diretas e autonomia na escolha dos dirigentes setoriais, humanização e implantação do disque-assédio, valorização dos recursos humanos existentes, acolhimento dos animais, melhoria da transparência e da comunicação institucional.

 

3 – Cite três motivos para votar na sua Chapa.

1 - Praticaremos uma gestão participativa, democrática e humanizadora;

2 - Apresentamos propostas que representam os anseios da comunidade universitária;

3 - Dialogaremos permanentemente com a comunidade e a classe política pela nossa UEM, uma UEM de Todos.

 

 

Chapa 3 – Avançar e Inovar

Julio Damasceno - reitor

Ricardo Dias – vice-reitor

 

1 – Qual o maior desafio da UEM neste momento?

Consideramos as questões relativas à reposição do quadro de servidores, finalização das obras, recomposição do orçamento e ações para concluir a reforma administrativa como as mais impactantes, uma vez que incidem em todas as demais ações da Universidade. Todo avanço que se pretende no campo do ensino, da pesquisa, da extensão e da gestão depende de quadro de servidor, de infraestrutura, de orçamento financeiro suficiente e doe aperfeiçoamento da gestão. Essas demandas e outras já poderiam ser enfrentadas se tivéssemos o nosso projeto de autonomia aprovado pela Assembleia Legislativa.

 

2 – O que o senhor considera inovador na sua proposta de campanha?

Nossas propostas inovam ao defender a transformação da Assessoria de Planejamento em Pró-Reitoria de Planejamento e Controle, uma medida central para aperfeiçoar a gestão universitária. Disso decorre a necessidade de simplificação e informatização das rotinas e processos.

Outro ponto de destaque é a discussão para a implantação do sistema de crédito, que, uma vez instituído, possibilitará flexibilidade e dinamismo na formação de nossos acadêmicos.

Igualmente importante é a implantação dos Espaços de Convivências, fundamentais para formação universitária, para a ocupação e segurança, para melhorarmos a qualidade de vida nos campus regionais.

Todas essas medidas atingem pontos centrais e estruturantes do ensino, da pesquisa, da extensão e da gestão universitárias.

 

3 – Cite três motivos para votar na sua Chapa.

1 - Nossa chapa tem experiência administrativa e representatividade acadêmica. Tanto o professor Júlio Damasceno quanto o professor Ricardo Dias ocuparam diversos cargos eletivos em suas trajetórias na universidade, sendo também pesquisadores destacados nas respectivas áreas.

2 - A chapa sempre esteve à frente na defesa da universidade contra os ataques dos governos, na luta contra a obrigação de inserir a UEM no programa de recursos humanos “Meta 4” e na defesa do Tide para os docentes efetivos e temporários;

3 - A chapa está comprometida com uma gestão calcada no desenvolvimento da universidade, baseado no planejamento e na administração responsável, no diálogo com a comunidade acadêmica e com a sociedade.

Horário de votação, criação de novas seções eleitorais e sistema de apuração para impedir a identificação dos votos. Essas são algumas das alterações que passam a valer já neste pleito.

No dia 21 de agosto, vamos poder escolher, em primeiro turno, o reitor e o vice-reitor que vão dirigir a nossa universidade nos próximos 4 anos.
A paridade entre as categorias volta a valer nessa eleição. É uma conquista relevante, porém, vale reforçar que o peso de cada segmento está condicionado ao comparecimento nas urnas e por isso a participação de cada um é de suma importância nesse processo. Faça a sua escolha entre as chapas concorrentes e ajude a construir essa história.

 

Quem vota?
Professores, acadêmicos e técnicos podem votar. Somando estas três categorias, o Colégio Eleitoral atinge 29.452 eleitores.
Para atender esta demanda serão instaladas 40 urnas, distribuídas em 12 locais de votação.

 

Educação a distância
Os discentes dos cursos a distância votam no câmpus mais próximo do polo a que estiverem ligados. Para atender esses acadêmicos também foram abertas, sob aprovação do Conselho Universitário, duas novas seções eleitorais, uma em Assaí e outra em Céu Azul.

 

O que levar?
Todos os votantes devem levar um documento de identificação com foto. Pode ser o RG, a carteira funcional ou carteira de estudante, por exemplo.

 

Horários de votação

No Câmpus de Maringá haverá urnas no:

  • Restaurante Universitário com votação das 7h às 22h
  • Hospital Universitário com votação das 6h30 às 21h30

Também haverá urnas em:

  • Assaí - votação das 17h às 22h
  • Céu Azul - votação das 17h às 22h
  • Cianorte - votação das 7h às 22h
  • Cidade Gaúcha - votação das 7h às 22h
  • Diamante do Norte - votação das 12h às 22h
  • Goioerê - votação das 7h às 22h
  • Ivaiporã - votação das 7h às 22h
  • Porto Rico - votação das 7h às 10h
  • Umuarama (CTC) - votação das 8h às 22h
  • Umuarama (Fazenda) - votação das 7h às 17h

 

FEI
Nesta eleição, os servidores da Fazenda Experimental votam no câmpus sede. Um ônibus da UEM fará o transporte dos votantes.

 

Apuração

O sistema de apuração sofreu algumas alterações este ano. Primeiramente, a contagem total dos votos será feita no dia seguinte à votação e não mais após o encerramento do pleito.

As mesas apuradoras serão instaladas no auditório Dacese, no câmpus sede, para onde serão encaminhadas as urnas lacradas, ao final do pleito. Por medida de segurança, todas as urnas serão acompanhadas por fiscais das três chapas concorrentes.

E para evitar a identificação dos votos, as cédulas de duas ou mais urnas serão misturadas e então será feita a contagem conjunta.


2º turno

Se nenhuma das chapas obtiver a maioria dos votos haverá segundo turno com as duas chapas mais votadas. A eleição será realizada no dia 4 de setembro. Para a realização desta nova votação serão obedecidas as mesmas normas estabelecidas no primeiro turno.

 

Nomeação e Posse
O Conselho Universitário se reunirá no dia 10 de setembro para homologar o nome dos vencedores, que deverão ser nomeados pelo Governo do Estado. A posse dos novos reitor/reitora e vice-reitor/vice-reitora será no dia 10 de outubro, dando início a um mandato de quatro anos.