Em homenagem ao Dia das Mães, a ASC (Assessoria de Comunicação Social) fez ensaio fotográfico especial para o NossaUEM na Creche Pertinho da Mamãe. Durante duas semanas as mães e os respectivos filhos posaram para as lentes dos fotógrafos Isabela Valentim, Guilherme Sartori e Natália Luvizeto. Os três são acadêmicos do curso de Comunicação e Multimeios, fazem estágio na Assessoria, e tiveram a supervisão do Heitor Marcon, fotógrafo da ASC.

Além de proporcionar momentos de genuína emoção para todos os envolvidos, o trabalho foi bem recebido pelas mães, que se dispuseram a dar paradinha na correria do dia a dia para posar ao lado dos filhotes.

O projeto acabou ganhando uma dimensão maior, resultando em uma exposição na creche. São 49 fotos. Nem todas as mães puderam participar, mas todas foram convidadas. Confira o ensaio fotográfico.

#NossaUEM presta homenagem às pessoas que faleceram neste início de ano, registrando sua passagem pela Universidade*.  

Elízio Aparecido Jorge

Servidor lotado no Parque Ecológico desde agosto de 2002, Elízio morreu no dia 25 de janeiro, aos 58 anos de idade.

Luiz Celso Torrente Andrade

Ele entrou na UEM em 1971, foi o primeiro secretário do Direito, aluno da primeira turma do curso e, por anos, professor do Departamento. Aposentou-se em 2004. Faleceu na noite de 2 de fevereiro, após alguns dias internado no hospital.

Amauri Martins

Dedicou-se ao curso de Artes Cênicas, atuando no Teatro Universitário onde trabalhou com iluminação, sonoplastia, cenografia e outras funções técnicas na área teatral. Era terceirizado e, por dez anos, auxiliou na concretização dos projetos do curso, dando forma às criações teatrais dos alunos. Faleceu no dia 2 de fevereiro

Maísa dos Santos

Com 22 anos de idade, incompletos, Maísa dos Santos morreu na madrugada do dia 9 de fevereiro, em decorrência de uma parada cardíaca. Era estudante do quarto ano do curso de Comunicação e Multimeios e, desde março de 2018,  atuava na TV UEM como bolsista. Começou na emissora apresentando o Programa Extendendo e ao longo do ano passado produziu várias reportagens que foram ao ar. E como apresentadora do programa Portal UEM ela ganhou maior visibilidade entre a comunidade interna e externa.

 

*Podem ter ocorrido outros óbitos no período, que não foram notificados para a ASC.

Sônia Ortêncio, a primeira sentada da esquerda para a direita, com outras servidores da BCE

A família Ortêncio participa da vida da UEM desde que a Universidade foi criada e ainda hoje está ajudando a construir nossa história

Por Gabriela Pontes Neves, fotos dos arquivos da ASC e pessoal

Professor da UEM desde 2010, Henrique Ortêncio Junior tem uma carreira bem consolidada como pesquisador. Com 41 anos de idade, ele desenvolve, resumidamente falando, estudos voltados à ecologia de mamíferos silvestres, em especial morcegos, e à educação ambiental e conservação da fauna silvestre.

[“Frequento a UEM desde que estava no ventre da minha mãe, que foi servidora aqui. Minha história inteira está envolvida com a Universidade”]

Para além da produção acadêmica, seu envolvimento com a UEM ultrapassa os limites da docência e da pesquisa. A Universidade foi uma espécie de quintal do menino que passou boa parte da infância no câmpus. “Frequento a UEM desde que estava no ventre da minha mãe, que foi servidora aqui. Minha história inteira está envolvida com a Universidade”, diz orgulhoso.

Na verdade, mãe e filho não são os únicos dos “Ortêncios” a ter a vida entrelaçada com a UEM. Tudo iniciou com o patriarca da família, Henrique Ortêncio, que começou a trabalhar em 1967, ainda na época do Instituto de Tecnologia, que seria o embrião da Universidade. Ingressou como secretário, acompanhou a criação dos primeiros cursos e a construção do câmpus. E entre tantas histórias, ajudou a implantar a Afuem, sendo um dos membros fundadores da associação.

“Seo” Ortêncio faleceu em 2001, ainda em serviço à instituição. Segundo o filho, ele sempre foi um defensor da Instituição e trabalhou duro em prol da Universidade.

[“Todos eram muito carinhosos comigo e, até hoje, encontro algumas daquelas pessoas e a sensação que tenho é que ainda me olham como se eu ainda fosse um menino, numa espécie de volta ao passado”]

Ele era secretário na Assessoria de Planejamento quando Ortêncio Júnior era ainda criança e muitas vezes acompanhava o pai no trabalho. O “expediente” do garoto não se restringia ao escritório e vez por outra passava o tempo soltando pipa nos arredores da Assessoria. Em outras ocasiões dividia a sala com o pai e os colegas de trabalho dele. “Todos eram muito carinhosos comigo e, até hoje, encontro algumas daquelas pessoas e a sensação que tenho é que ainda me olham como se eu ainda fosse um menino, numa espécie de volta ao passado”, conta saudoso.

A mãe, Dona Sônia Ortêncio, começou a trabalhar na UEM em 1973, na época no Departamento de Química. Ela também passou pela Biblioteca Central, onde atuou até 1978. “A UEM sempre fez parte da minha vida, eu saí da Universidade mas, ela não saiu de mim. Eu e meu marido trabalhamos lá e depois nossos filhos e netos estudaram na instituição”, fala.

A verdade é que a família Ortêncio ajudou a escrever muitas páginas da história da Universidade. Wandeir Ortêncio, irmão do “Seo” Henrique, entrou na UEM em 1977, como docente do curso de Administração. Aposentou-se em 1994. A esposa, Terezinha Ortêncio, começou a trabalhar aqui em 1976, no Centro de Tecnologia. Passou pelo Departamento de Administração antes de se aposentar, em fevereiro de 2003.

[“Eu tinha cinco anos e todas as manhãs de sábado passava lá, admirando os pequenos mamíferos que eram usados em pesquisa. Na época tinha contato com os professores de Biologia e Zoologia que, mais tarde até me ajudariam nas feiras de ciências do colégio”]

Alguns anos se passaram para que aquele menino que soltava pipa no câmpus se transformasse em um pesquisar respeitado. Sem perder de vista as raízes, Henrique Ortêncio admite que todas essas experiências foram decisivas na hora de escolher a carreira. Acabou cursando Ciências Biológicas na UEM e não nega que o amor pela área possa ter origem nas visitas regulares que fazia ao Biotério, junto com o pai. “Eu tinha cinco anos e todas as manhãs de sábado passava lá, admirando os pequenos mamíferos que eram usados em pesquisa. Na época tinha contato com os professores de Biologia e Zoologia que, mais tarde até me ajudariam nas feiras de ciências do colégio”, relembra.

Depois de formado ele atuou como professor colaborador no Câmpus Regional de Goioerê. Passou no concurso e, em 2010, foi efetivado como docente da Instituição. Atualmente, ele coordena o Grupo de Estudos em Ecologia de Mamíferos e Educação Ambiental, que desenvolve estudos sobre mamíferos em geral e morcegos em particular. Regularmente se envolve em projetos de extensão, em essência, buscam despertar o interesse pela ciência, principalmente em jovens.

Pioneirismo e dedicação

Por Gabriela Pontes, com fotos de Leonardo Ianella

Há 46 anos, Nehemias Curvelo Pereira tem se dedicado integralmente à nossa Universidade e há quase oito anos ele é o docente em atividade com mais tempo de UEM. Mas não é só uma questão cronológica. A bem da verdade, o professor é um dos personagens principais na história da Engenharia Química do País. Ao lado de alguns colegas de docência e com a influência da UEM, Nehemias deixou seu nome escrito na evolução da Engenharia Química no Brasil, desenvolvendo um curso que foi modelo para a a implantação de outras graduações em todo o território nacional.

Formou-se em Química Industrial, pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), em 1970. No início do ano seguinte já cursava o mestrado em Engenharia Química, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em 1972, acompanhado por cinco colegas do mestrado, ele veio para Maringá para, juntos, criarem o curso de Engenharia Química da UEM.

Nehemias chegou pouco tempo depois da criação da Universidade e foi lotado no Departamento de Física. Na época, havia apenas setenta professores na instituição (agora somam quase 1.500), sendo que ele e os colegas da UFRJ eram os únicos mestres em toda a UEM. Não demorou muito e seu grupo de amigos partiu para diferentes universidades do País, para cursar o doutorado. Ele voltou para o Rio de Janeiro para regressar em 1980 com o título de doutor na bagagem.

[“Visualizando a participação ativa dos alunos em projetos, eu e os outros professores da Engenharia Química buscamos várias fontes de recursos, inclusive na iniciativa privada, que nos deu bons retornos”]

A ‘sede’ por pesquisa e desenvolvimento científico era ainda maior. Mas havia um desafio a vencer: garantir recursos para a pesquisa. Até porque, conforme defende Nehemias, a qualidade do ensino de graduação tem uma relação direta com a consolidação de grupos de pesquisadores.  “Visualizando a participação ativa dos alunos em projetos, eu e os outros professores da Engenharia Química buscamos várias fontes de recursos, inclusive na iniciativa privada, que nos deu bons retornos”. Ele conta com tamanha animação que até parece ter se transportado para “os velhos tempos”. O trabalho foi tanto que antes mesmo da criação do programa de iniciação científica na Universidade, o curso já tinha alunos pesquisando com remuneração, patrocinados por empresas.

Os esforços do corpo docente do curso renderam a criação, em 1990, do primeiro Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química da Região Sul. “Nem mesmo as universidades federais ofereciam essa modalidade”, conta com orgulho.

[“[...] hoje somos um curso de excelência, com nota 6 na Capes”.]

Daí pra frente o curso não parou. “Continuamos trabalhando, interagindo com outras universidades, recebendo alunos de todo o país e até do exterior”. O resultado disso foi a criação do doutorado, no ano 2000. Pensando no trabalho que desenvolveu em parceria com os colegas do curso, Nehemias reconhece satisfeito: “hoje somos um curso de excelência, com nota 6 na Capes”.

Em termos de trabalho, Nehemias admite que a UEM resume tudo o que ele fez na vida. O professor conta do carinho que sente pela Universidade por proporcionar oportunidades de desenvolver todas as atividades referentes à pesquisa e ensino com grande liberdade. Ele trabalhou em parceria com grandes empresas nacionais e nunca deixou de se envolver com a área industrial, para saber transmitir aos alunos a realidade do campo de trabalho além da Universidade.

Ainda elogiando a UEM, ele diz que mantém projetos com a Petrobrás, por exemplo, que são desenvolvidos em laboratórios instalados na Universidade, com recursos da própria estatal. “Essa interação é ótima, sempre temos equipamentos atualizados, de grande tecnologia”.

O convívio com a juventude, ano após ano, “dá mais vida” para o professor que já orientou mais de cinquenta alunos de mestrado e quase quarenta de doutorado. “Diferente de uma empresa, em que todos envelhecem juntos, eu não envelheci”. As relações com os discentes é significa e se mantém ao longo dos anos, tano é que, anualmente, é feito um reencontro das primeiras turmas do curso. Nessas ocasiões, Nehemias encontra alguns de seus alunos que até já até se aposentaram.

[“Falo isso com brilho nos olhos. Quando você faz o que você gosta, é feliz naquilo que escolheu como profissão”]

São essas interações e experiências proporcionadas pela instituição que o fazem continuar trabalhando, mesmo com a oportunidade de se aposentar há muito tempo. “Falo isso com brilho nos olhos. Quando você faz o que você gosta, é feliz naquilo que escolheu como profissão”.

Ciente de que a merecida aposentadoria não deve estar muito longe, Nehemias rapidamente anuncia: “mas eu não vou parar!” Frase de quem ainda tem muitos novos projetos à vista.

 

 

Homenagem a Andréia Moretti Lazarin

Por Gabriela Pontes

Andréia Moretti Lazarin é servidora da UEM desde 1997. Em setembro deste ano, ela se afastou da Universidade para dedicar mais tempo para o Instituto Davi Moretti Lazarin e fazer o que, segundo ela, transformou-se em um propósito de vida: ajudar o próximo, em especial crianças, a ter uma vida melhor.

Associação sem fins lucrativos, o Instituto foi fundado por Andréia e Fernando Lazarin em memória do filho do casal, Davi, que morreu em 2014, aos dez anos de idade, depois de um ano e sete meses lutando contra um câncer.

Em meio à dor pela perda prematura do filho, o projeto ganhou forma há três anos e desde então vem ajudando crianças, de Maringá e região, em vulnerabilidade social. Diferentes ações são promovidas com o intuito de melhorar a saúde dos pequenos, como terapias, alimentação de qualidade e o incentivo à prática de esportes.

O Instituto conta hoje com uma equipe de dez diretores e cerca de vinte colaboradores, todos voluntários. A maioria conheceu ou conviveu com o Davi.

Até o momento a entidade não possui sede pela falta de condições de arcar com os custos de aluguel. Toda a verba usada nos projetos é resultado de doações.

Algumas iniciativas do Instituto já ganharam destaque na cidade, a exemplo da campanha Força na Peruca que é desenvolvida em parceria com o Hospital de Câncer. A proposta é incentivar a doação de cabelos para a produção de perucas. O Instituto tem parceria com salões de beleza que fazem o corte gratuitamente. “Já enviamos perucas para o Brasil inteiro”, comenta Andreia com orgulho do projeto. “Qualquer pessoa que precise pode solicitar o envio”, explica.

A campanha também foi um dos destaques do trote solidário do curso de Medicina da UEM neste ano, que incentivou estudantes e pessoas da comunidade a doarem mechas de cabelos. O resultado foi animador: cerca de 60 doações.

 [“... sigo rumo a meus propósitos de vida, me abrindo às infinitas possibilidades que o futuro traz. Daqui levo o orgulho de participar desta instituição grandiosa e a honra de ter servido ao lado dos melhores. Onde estiver, levarei para sempre minha admiração e irei replicar as lições que vivi. Foi uma honra servir aqui.”]

Sobre a decisão de trocar a UEM pela dedicação integral ao Instituto Davi Moretti Lazarin Andréia diz: “sigo rumo a meus propósitos de vida, me abrindo às infinitas possibilidades que o futuro traz. Daqui levo o orgulho de participar desta instituição grandiosa e a honra de ter servido ao lado dos melhores. Onde estiver, levarei para sempre minha admiração e irei replicar as lições que vivi. Foi uma honra servir aqui”.

Como servidora, Andréia passou pelo Departamento de Odontologia, pelo Centro de Ciências Agrárias, pelo Departamento de Bioquímica e, por último, pelo Gabinete da Reitoria.

Se quiser doar tempo ou dinheiro para o Instituto Davi Moretti Lazarin entre em contato através da página no Facebook ou pelo número (44) 99962-1501.