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workshop de validação UEL

Estudo quer identificar as interfaces do inglês como língua franca no contexto da internacionalização do ensino superior

Resultados preliminares de um projeto sobre o Inglês como meio de instrução foram compartilhados com os participantes da pesquisa nas universidades estaduais de Maringá (UEM) e Londrina (UEL) e corroboraram as observações iniciais do trabalho. 

A análise de dados teve continuidade com a ida de duas pesquisadoras do projeto à Goldsmiths University of London., onde puderam avançar nas análises dos dados de entrevistas e grupos focais.  

Trata-se do projeto “Inglês como Meio de Instrução em duas instituições públicas de ensino superior sob a perspectiva de língua franca: política em prática”. É financiado pelo Conselho Britânico e Fundação Araucária.

Ele é coordenado pela professora aposentada Telma Gimenez, do Programa de Pós-graduação em Estudos da Linguagem da UEL. Participam as professoras Luciana Cabrini Simões Calvo, do Departamento de Letras Modernas e do Programa de Pós-graduação em Letras da UEM, a professora Michele El Kadri, do Departamento de Letras Estrangeiras Modernas da UEL e a  professora Alessia Cogo, pesquisadora estrangeira vinculada à Goldsmiths University of London. Na foto acima, Telma, Luciana, Alessia e Michele estão em reunião de trabalho na UEL.

As observações corroboradas se referem aos resultados iniciais da análise documental, questionários, entrevistas e grupos focais. Eles indicam que embora existam algumas políticas para regulamentar o ensino por meio do inglês na pós-graduação nas duas instituições, as atividades são impulsionadas por docentes, muitas vezes motivadas por suas experiências anteriores positivas no exterior, onde pesquisavam ou lecionavam em inglês com colegas estrangeiros. 

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Tais experiências parecem desempenhar um papel importante para atitudes positivas em relação ao EMI (Ensino por meio do Inglês). A opinião geral, de acadêmicos, administradores e estudantes, é bastante positiva, e retrata a EMI como um fenômeno natural do progresso científico, já que o inglês é visto como a língua mundial da ciência, e a única maneira de conduzir e disseminar 'boa ciência'. Na foto acima, participantes do workshop de validação na Universidade Estadual de Maringá.

Também foi observada uma falta geral de compreensão crítica em relação ao EMI como um todo, seu impacto sobre os contextos e as instituições e as ideologias linguísticas para as quais ele pode contribuir. 

As atitudes de professores e alunos em relação a formas não padronizadas de inglês usadas em salas de aula são diversas, embora possa ser introduzido algum espaço para uma abordagem de inglês como lingua franca (ELF). O relatório final do projeto deverá ser submetido ao Conselho Britânico em agosto. Abaixo, Telma, Alessia e Michele na Goldsmiths, no Escritório de Cooperação Internacional.

Na Goldsmthis no ECI

Por meio do exame da política oficial, das atitudes e das práticas de gestores, professores e alunos de pós-graduação envolvidos nessa estratégia na pós-graduação, o estudo busca identificar as interfaces do inglês como lingua franca no contexto da internacionalização do ensino superior.

A pesquisa adota um enfoque qualitativo e, em junho, na UEM e na UEL, ocorreram workshops de validação das análises dos dados colhidos por meio de questionários, entrevistas e grupos focais.

Outras informações com a professora Luciana Cabrini Simões Calvo, da UEM, pelo telefone (44) 3011-3894.