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A pergunta é mote do desafio Direto do Campus 2, que conta com participação de acadêmicos

O desafio está lançado, literalmente: como dar destinação inovadora e sustentável às cinzas de caldeiras geradas pelo trabalho diário na Cocamar Cooperativa Agroindustrial? A resposta tem que ser viável em logística, mercado, econômica e financeiramente, sem ferir legislações. Essa proposta provocante foi feita aos universitários pelo Direto do Campus 2, competição organizada pela Cocamar e com parceria com a Universidade Estadual de Maringá (UEM) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Após terem se inscrito, os acadêmicos dos cursos de gestão, agrárias e engenharias da UEM ainda não sabiam qual seria o desafio específico, apenas que seria uma solução ambiental para o descarte de resíduos industriais. O enunciado oficial, junto a informações estatísticas, foi apresentado pela equipe da Cocamar na tarde de ontem (20), no Anfiteatro Adelbar Sampaio da UEM. “Toda indústria, todo processo produtivo, acaba por gerar resíduos e impactar o meio ambiente. Se encontrarmos uma solução, através dos alunos da UEM, podemos criar um produto, inclusive um mercado, quem sabe gerando empregos e renda para a nossa região”, espera Natália Cavalini Paganini, coordenadora ambiental na Cocamar.

 

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Equipe da Cocamar apresenta case e espera solução criativa, inovadora e sustentável

 

Paula Leão, estudante do 3º ano de Engenharia Ambiental, deslocou-se de Umuarama (PR) a Maringá (PR) com seus amigos da empresa júnior Preservare para colocar a mão na massa, ou melhor, nas cinzas – já que elas foram distribuídas pela Cocamar a fim de os participantes entenderem melhor o que são. “É muito interessante as empresas virem atrás da universidade, colocar a gente para entrar no mercado de trabalho e pôr em prática o que aprende”, aponta. A problemática das cinzas industriais é algo que ela diz ver muito durante as aulas, o que pode ajudar seu time. “Queremos ir bem longe nesse desafio”, mostra-se esperançosa.

Cronograma – De acordo com o regulamento, os alunos vão participar, até a primeira semana de julho, de mentorias nas áreas de mercado e negócios, processos e insumos, e legislação ambiental. A apresentação final dos projetos, para uma banca avaliadora, está prevista para ocorrer em 23 de julho.

No lançamento de ontem, estiveram presentes pela UEM: Ricardo Dias Silva, vice-reitor; Luiz Fernando Cótica, diretor de pesquisa e coordenador do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT); Breno Ferraz de Oliveira, diretor de extensão; e Larissa Renata de Oliveira Bianchi, docente e membro da Comissão de Assuntos de Extensão na Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PEC).

Primeira edição – O Direto do Campus 1, no segundo semestre de 2018, desafiou alunos de Engenharia de Alimentos da UEM a desenvolver uma bebida vegetal, um néctar ou um fermentado não alcoólico com matérias-primas produzidas por cooperados. Para isso, receberam uma caixa, na qual pelo menos um ingrediente deveria ser usado. No fim, demonstraram o produto pronto, incluindo sugestão de embalagem, com informações como tabela nutricional. O vencedor foi um “suco bronzeador”, com cenoura e beterraba na receita.

 

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Vice-reitor da UEM menciona que união é importante para desenvolvimento regional

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