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Centenas de pessoas, incluindo diversas autoridades políticas, pesquisadores e representantes do governo do Estado, entre elas a secretária estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Lygia Pupatto, prestigiaram, nesta quinta-feira (10), a inauguração da nova ala da Biblioteca Central da UEM.

Segundo a diretora da BCE, Ana Estela Codato, o novo prédio representará uma mudança na dinâmica da biblioteca. Além de enaltecer o apoio freqüente da secretária Lygia Pupatto, “conhecedora de nossos problemas”, a diretora lembrou terem sido o vice-reitor Mário Azevedo e o atual diretor do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Lúcio Tadeu Mota, à época diretor e vice do CCH, respectivamente, quem deu início ao trabalho político para a ampliação da BCE. “É um sonho coletivo, que faz parte do sonho de muitos”, disse.

A pró-reitora de Ensino, Ednéia Rossi, afirmou que era “extremamente significativo” para ela ter participado da inauguração. Assinalou o fato de que a ex-pró-reitora Sônia Benites apoiou a idéia da ampliação. Agradeceu ao vice-reitor e ao professor Lúcio Tadeu Mota pelo empenho em efetivar o sonho que se tornara realidade.

Sobre o significado de uma biblioteca, disse que ela “tem um reconhecido papel educativo” e que “constitui-se num elemento fundamental para o usuário de informações”. Conforme Ednéia, a biblioteca é um dos espaços “mais profícuos da universidade”. Para ela, uma escola sem biblioteca “é um instrumento imperfeito” e que o livro “é o legado maior de nossa civilização”. A pró-reitora pediu apoio de Lygia e do Conselho de Administração da UEM na consolidação da BCE.

O vice-reitor da UEM, que pensou, junto com Mota, fazer uma biblioteca setorial do CCH quando era o diretor do Centro, relembrou ter enviado ofício para Ênio Verri, então chefe de Gabinete do ex-ministro Paulo Bernardo.

Mário Azevedo disse que, ao saber sobre a existência do projeto para a ampliação da BCE, na administração da UEM, a idéia ganhou corpo e também teve o apoio de Verri. A luta também foi adiante com o apoio do então assessor de Planejamento, José Roberto Pinheiro de Mello; e do ex-reitor Gilberto Pavanelli. Azevedo ainda destacou o papel importante dos pioneiros que acreditaram no potencial da UEM e fez um agradecimento especial ao governo do Estado pela ajuda oferecida ao ensino superior.

O reitor Décio Sperandio falou das duas correntes de interpretação acerca da existência humana no mundo, para, em seguida, ressaltar que, hoje, na inauguração, houve a celebração da dimensão da alma.

Insistiu que os cursos da UEM buscam sempre a excelência no ensino e alguns se tornaram referência na área. “Tenho certeza de que a biblioteca será uma referência e vai se consolidar pelo espaço, uma obra belíssima; pelo acervo; e pelos servidores que nela atuam”, afirmou.

Na opinião de Sperandio, a construção da imagem de uma biblioteca é feita pelos servidores. Sobre a relação com o governo estadual, disse que “nunca antes na história desta instituição tivemos tanta visita de um secretário de Estado”, referindo-se à Lygia Pupatto.

A secretária revelou que estava muito feliz por participar de um governo estadual que tem investido como nunca no ensino superior. Afirmou que possui muito apreço pela UEM e que está aprendendo muito com a instituição, pela excelência como ela tem tratado as coisas.

“A biblioteca é a alma de uma universidade”, falou. Dizendo que prefere fazer visitas a analisar os relatórios que, em geral, “aceitam” tudo o que se coloca no papel, Lygia afirma sentir orgulho por saber que em todas as avaliações as instituições de ensino superior públicas do Estado estão em primeiro lugar. Um exemplo é o curso de medicina da UEM, primeiro colocado, no Paraná, e 11º no Brasil, na última avaliação do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade).

A secretária também ressaltou estar à frente de uma “revolução silenciosa”, numa referência ao programa Universidade Sem Fronteiras. Por sinal, à tarde, hoje, ela faria, no Senai, em Maringá, o lançamento de mais um sub-programa do Universidade Sem Fronteiras, intitulado “Extensão Tecnológica Empresarial”. O sub-programa aproxima as instituições estaduais e federais de ensino superior e pesquisa dos micro e pequenos empreendedores.

Ao encerrar a fala, a secretária pediu para as universidades passarem a se preocupar não apenas com a formação de excelentes técnicos, mas também de cidadãos comprometidos com a população mais pobre do Brasil.

O corredor de acesso à ala inaugurada tem, afixado na parede, um painel feito por alunos da professora e artista plástica Tânia Machado. A obra, intitulada "Recombinações", foi confeccionada com placas de guarda-volumes da época em que a Biblioteca funcionava no prédio da Pró-Reitoria de Recursos Humanos e Assuntos Comunitários, até 1991.

Entre outras pessoas, também prestigiaram a solenidade o presidente da Fundação Araucária, José Tarcísio Pires Trindade; o prefeito Silvio Barros e o vice-prefeito Carlos Roberto Pupin; o deputado estadual e professor da UEM, Ênio Verri; o chefe de gabinete da Reitoria, Júlio Prates Santiago Filho; o superintendente do Hospital Universitário da UEM, José Carlos Amador; o ex-reitor Ângelo Priori; o ex-vice-reitor, Aroldo Xavier; a presidente da Academia de Letras de Maringá, Olga Agulhon; o superintendente regional da Caixa Econômica Federal, Fábio Carnelós; representantes do Centro Universitário de Maringá (Cesumar) e da Pontifícia Universidade Católica (PUC) em Maringá; a presidente da União Paranaense dos Estudantes, Fabiana Zelinski; bibliotecárias da Universidade Estadual de Londrina; diretores de centro da UEM; pró-reitores; e assessores.

Três Fontes

Com recursos dos governos estadual e federal e a da própria UEM, a BCE foi ampliada em cerca de 7 mil m2, passando a contar, agora, com uma área de 13.298 m², uma das maiores do interior do Brasil e a maior entre as bibliotecas públicas universitárias do Paraná.

A Biblioteca da UEM começou a ser construída há 18 anos, em 1990. O projeto inicial previa três módulos, mas apenas um foi concluído na primeira etapa. Naquela época, a comunidade universitária era menos da metade da atual. Hoje, com 49 cursos de graduação, mais o curso Normal Superior a Distância, 27 mestrados e 11 doutorados, a UEM reúne mais de 25 mil pessoas que necessitam do serviço oferecido pela equipe da BCE.

Passam pela Biblioteca, que tem acervo de cerca de 400 mil exemplares, pelo menos três mil usuários por dia, incluindo os da comunidade externa de Maringá e região. Nesse extenso universo, a Biblioteca acabou ficando com estrangulamento em seu espaço físico e capacidade de atendimento, que só poderia ser resolvido com a ampliação da sua infra-estrutura.

O projeto de ampliação do prédio da BCE foi desenvolvido pela administração do reitor Gilberto Pavanelli e apresentado em junho de 2005. Em agosto daquele ano, foi realizada uma solenidade para marcar o início das obras, com a assinatura do edital de licitação para ampliação do prédio.

Moderno, o prédio conta, inclusive, com um anfiteatro com capacidade para 160 pessoas. A obra ainda utilizou tecnologia sofisticada, com emprego de concreto protendido, reduzindo o preço final do metro quadrado.

O custo foi orçado em cerca de R$ 3,6 milhões e, dos recursos empregados, R$ 800 mil são provenientes de emenda de bancada paranaense junto ao MEC/Sesu; R$ 1,7 milhões da Fundação Araucária; R$ 720 mil de emenda parlamentar junto ao Ministério de Ciência e Tecnologia e Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná; e R$ 304 mil de contrapartida da UEM.

Com a conclusão das obras será possível melhor distribuição do acervo, por áreas de conhecimento; espaço específico para desinfecção do material doado; foyer; área para multimeios; área de digitação; e readequação das instalações administrativas e de atendimento ao usuário. No futuro, a Biblioteca contará, ainda, com tecnologia que permite o acesso eletrônico de todo o portal de 9 mil periódicos da Capes, com a instalação de um laboratório com 42 computadores.

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