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Numa solenidade realizada, hoje (7), no auditório do Núcleo de Pesquisa em Limnologia, Ictiologia e Aqüicultura (Nupélia), foram empossados os novos membros do Conselho Universitário (COU) (foto) e do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEP), da UEM, para o mandato de dois anos.

Na posse do CEP, que ocorreu pela manhã, além dos coordenadores e vice-coordenadores de colegiados dos cursos de graduação e de pós-graduação, tomaram posse os representantes, titulares e suplentes, dos departamentos que não oferecem cursos de graduação.

Falando em nome dos conselheiros que deixavam o cargo, a professora Alice Rodrigues, do curso de Ciências Contábeis, assinalou que ela e seus colegas de CEP estavam concluindo uma etapa importante na vida acadêmica.

Segundo ela, o Conselho reúne um tripé fundamental na universidade, que é o ensino, a pesquisa e a extensão. Elogiou a dedicação, presteza, bom senso, respeito e a amizade dos colegas, além do amor explícito à instituição por parte dos técnico-administrativos ligados ao funcionamento do CEP. Lembrando o escritor, poeta e político italiano Dante Alighieri, Alice afirmou que, em momento algum, os conselheiros caíram na tentação da neutralidade. “Que os lugares mais quentes do inferno sejam ocupados por outras pessoas e não por nós”, finalizou.

Discursando em nome dos conselheiros empossados, o professor Luciano Gonsalves Costa, do curso de Física, enfatizou que a UEM integra “o sistema brasileiro de educação superior pública que, na atualidade, se depara com grandes desafios, entre eles a lacuna existente entre a universidade e o sistema de escolarização básica, a insuficiente oferta de vagas na graduação, a exclusão na educação superior, a baixa taxa de conclusão nos cursos de graduação, a reocupação das vagas ociosas, e o pequeno interfaceamento da pós-graduação com a graduação“. E, diante do imperativo da superação destas questões que habitam a esfera da educação superior nacional é que terão significado as nossas formulações e decisões no plano institucional”, disse.

O reitor Décio Sperandio afirmou que seu período de convivência com os conselheiros que deixam o cargo foi de muita aprendizagem e de ganho social. Tanto no aspecto da divergência como na convergência, disse ter sentido muita responsabilidade no trabalho dos conselheiros. Lembrou que do ponto de vista da organização, a estrutura colegiada é bastante positiva em termos de decisão.

“O colegiado é um elemento de contra-poder, tanto na universidade como fora dela, e coletiviza os processos decisórios”. Sperandio (foto) conclamou os novos membros dos Conselhos a não pensar apenas em seus departamentos quando estiveram atuando no CEP. Por fim, sublinhou alguns pressupostos que julga serem interessantes no trabalho do Conselho, como a formação dos alunos que irão ingressar na UEM e daqueles que estão na instituição, e com a situação dos que saíram da universidade.

COU

À tarde, foi a vez da posse dos novos conselheiros do COU. A professora do Departamento de Odontologia, Miriam Hidalgo, discursou em nome dos conselheiros que deixaram a função. Destacou que a ação mais importante da gestão foi a execução da reforma, que mudou o estatuto da UEM, e conclamou os novos membros do Conselho a darem continuidade ao processo, reformulando o regimento da Universidade. Por fim, salientou que “todas as ações desta gestão forma pautadas na afirmação da autonomia universitária”.

Depois da participação da professora, os conselheiros do órgão máximo da UEM tomaram posse, se comprometendo a atuar no planejamento da Universidade e na deliberação de questões administrativas encaminhadas pelos outros conselhos da instituição.

Em seguida, o professor do Departamento de História da UEM, Reginaldo Dias, fez um discurso otimista em nome dos empossados. Afirmou que, junto com os colegas, estava assumindo um novo COU. Em primeiro lugar, porque a aprovação do Estatuto fez surgir uma universidade mais descentralizada. Além disso, o novo Conselho ainda tem a tarefa de implantar o Orçamento Participativo. “Estou convencido que estamos mudando pra valer”, destacou. Por fim, lembrou que será no dia-a-dia, que o Conselho irá mostrar o seu poder, “confirmando a reforma, que necessita ainda da reformulação do regimento da UEM”.

O vice-reitor Mario Luiz Neves de Azevedo (foto) reforçou que os resultados do COU nesta gestão foram realmente positivos e levara a UEM a um processo de democratização, que se confirma, agora, com outra medida a de adotar o Orçamento Participativo. Mas lembrou que os membros dos conselhos da UEM e toda a comunidade universitária precisam se unir em torno de uma questão fundamental que é a autonomia das instituições. E, nesse viés, o primeiro passo, poderia ser dado com uma discussão profunda sobre a mobilidade acadêmica. “São discussões como estas que nos levam a seguir o caminho que leva à autonomia plena”, concluiu.

As solenidades reuniram também, entre outros, diretores e vice-diretores dos Centros; o ex-reitor Ângelo Priori; a ex-reitora e atual pró-reitora de Recursos Humanos, Neusa Altoé; o chefe de Gabinete da Reitoria, Júlio Prates Santiago Filho; pró-reitores; assessores; servidores técnico-administrativos.

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